Estudo revela que a espirulina pode ajudar no tratamento do câncer de pâncreas

Juntamente com a alga verde unicelular chlorella, a espirulina (ou spirulina) é um dos alimentos mais estudados do planeta. De fato, estudos na última década mostraram que o consumo regular de espirulina pode melhorar a função cerebral, melhorar a contagem de glóbulos brancos, estimular a produção de anticorpos, melhorar a saúde do fígado e muito mais.

A espirulina também pode ajudar a remediar quase qualquer deficiência nutricional devido às suas incomparáveis concentrações de vitaminas e minerais.

Estudo revela que a espirulina pode ajudar no tratamento do câncer de pâncreas

Um estudo publicado na edição de março-abril de 2014 da revista “Annals of Hepatology”, revelou mais outra razão para amar a espirulina: ela contém vários compostos bioativos que podem ajudar a tratar um dos cânceres mais agressivos e temidos de todos – o câncer de pâncreas.

No referido estudo, pesquisadores da República Checa procuraram determinar os efeitos anticancerígenos da espirulina quando perceberam que ela continha um grande número de compostos tetrapirrólicos, uma classe de compostos químicos que estão intimamente relacionados à bilirrubina – antioxidante que combate o câncer.

Consequentemente, eles decidiram testar os efeitos desses compostos – especificamente, ficocianobilina e clorofilina – tanto em linhas de células de câncer pancreático humano quanto em camundongos que sofriam de câncer pancreático.

Todos os sujeitos de teste foram tratados com uma das seguintes doses in vitro: 0,16 g•L-1 de espirulina, 60 µM de ficocianobilina ou 125 µM de clorofilina. Os pesquisadores também monitoraram um grupo de controle composto por células não tratadas.

Após o término do período de teste, os resultados foram inegáveis: em comparação com o grupo de controle, todos os indivíduos que foram tratados com a espirulina ou seus compostos tetrapirrólicos demonstraram atividade antiproliferativa significativa, com a ficocianobilina provando ser o mais eficaz dos compostos.

“Em conclusão, [espirulina] e seus componentes tetrapirrólicos diminuíram substancialmente a proliferação do câncer pancreático experimental”, relataram os pesquisadores. Eles passaram a recomendar a espirulina como suplemento dietético por seu “papel quimiopreventivo”.

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Escolhendo a melhor espirulina

Se você está sofrendo de uma doença (câncer ou não) e pretende usar a espirulina, é importante entender que as algas são um daqueles alimentos que precisam ser adquiridos com muito cuidado.

Tal como a chlorella, a espirulina é basicamente uma esponja de água doce que absorve tudo em seu ambiente próximo – bom e ruim. Portanto, é essencial que sua espirulina seja obtida de uma fonte limpa, e o rótulo “orgânica certificada” não significa necessariamente que é limpa.

Regra geral, a espirulina dos Estados Unidos (especialmente do Havaí) e da Europa tende a ser mais limpa do que a espirulina da Ásia, enquanto a espirulina da China continua sendo a mais contaminada.

Fonte do artigo (original em Inglês): healingthebody.ca/new-study-finds-that-spirulina-can-help-treat-pancreatic-cancer

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Author: Carlos Pereira

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